Por meio do Centro Aura, IFS teve propostas aprovadas em chamamento nacional voltado à transformação digital do SUS
O Instituto Federal de Sergipe (IFS), por meio do Grupo de Pesquisa Aura – Centro de Pesquisa e Inteligência, foi habilitado no Edital nº 01/2026 da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) e passa a integrar o Laboratório Inova SUS Digital, iniciativa nacional voltada ao fortalecimento da transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS).
O resultado final foi publicado pelo Ministério da Saúde após chamamento público que buscou identificar parceiros e soluções tecnológicas inovadoras para pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados aos desafios prioritários do SUS. O edital integra as diretrizes do Programa SUS Digital e do Programa Agora Tem Especialistas.
Com a habilitação, o IFS passa a compor a rede de instituições aptas a colaborar com projetos estratégicos de saúde digital em âmbito nacional. O processo contou com a participação de instituições de ensino, institutos de pesquisa, organizações sem fins lucrativos, startups e empresas que atuam na área de saúde digital.
Entre os critérios avaliados pelo Ministério da Saúde estavam: capacidade técnica, experiência institucional, governança, segurança da informação, ética e proteção de dados pessoais.
Tecnologia e saúde pública
A proposta submetida pelo Aura reforça a atuação do IFS no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à saúde pública, com foco em inteligência artificial, interoperabilidade de dados, gestão em saúde e apoio à tomada de decisão no SUS.
Segundo o pesquisador-chefe do projeto e pró-reitor de ensino, Alysson Barreto, a habilitação representa também o reconhecimento da atuação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica na produção científica aplicada às demandas sociais.
“O IFS assumiu a liderança deste projeto com o compromisso de unir excelência acadêmica, capacidade de gestão e impacto social real. Nosso objetivo com o Aura sempre foi garantir que a ciência desenvolvida nos laboratórios alcance a ponta do SUS, formando recursos humanos qualificados e entregando tecnologias estruturantes que fortaleçam as políticas públicas de saúde em escala nacional”, diz Alysson.
Projetos desenvolvidos
Entre as soluções desenvolvidas pelo Centro Aura está o CogniSUS, plataforma que utiliza inteligência artificial para apoiar auditorias em saúde pública. A ferramenta analisa grandes volumes de dados e auxilia auditores do SUS na elaboração de planejamentos e relatórios, reduzindo em até 60% o tempo desses processos.
Outro projeto é o MaternIA, plataforma conversacional baseada em IA generativa supervisionada, desenvolvida para apoiar gestantes durante o trabalho de parto por meio de canais digitais como WhatsApp e Progressive Web App (PWA). A proposta busca ampliar o acesso à informação qualificada e melhorar a experiência das pacientes.
O Centro Aura também desenvolve o EndoSUS, iniciativa voltada ao rastreamento inteligente de sintomas e ao suporte no diagnóstico e manejo da endometriose no SUS. A solução busca reduzir o tempo de diagnóstico e fortalecer o acompanhamento multidisciplinar das pacientes.
Já o AURA HPV atua no rastreamento organizado do câncer do colo do útero, integrando interoperabilidade de dados, inteligência analítica e comunicação multicanal para ampliar a cobertura e reduzir perdas de seguimento no cuidado.
O pesquisador e professor da UFS, Methanias Colaço, responsável pelo eixo de Inteligência Estratégica, IA e Dados, destacou que a habilitação valida o uso ético e estratégico da inteligência artificial no setor público. “Ver este projeto avançar no Edital valida a premissa central do nosso trabalho: a ciência de dados e a inteligência artificial precisam servir ao Estado e, acima de tudo, ao cidadão, à sociedade. Soluções como o CogniSUS e a MaternIA não são apenas ferramentas tecnológicas; elas representam a aplicação de IA generativa e análise preditiva de forma ética, segura e fundamentada”, ressalta.
Integração e interoperabilidade
As propostas apresentadas pelo IFS dialogam diretamente com os eixos temáticos do edital, que incluem interoperabilidade e padrões, telessaúde, medicina de precisão, gestão em saúde, Internet das Coisas e inteligência artificial aplicada ao SUS.
De acordo com Jailton Carlos Paiva, servidor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e responsável pelo eixo tecnológico, um dos diferenciais do projeto é a integração das soluções com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Ele explica que o trabalho desenvolvido pelo Aura busca garantir interoperabilidade entre sistemas, segurança da informação e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), permitindo que as ferramentas possam ser utilizadas em larga escala no país.
“No SUS, a verdadeira inovação não acontece em silos (sistemas fechados), mas sim em rede. O nosso papel no eixo tecnológico do Aura é garantir que soluções como o CogniSUS ou o EndoSUS tenham uma arquitetura de interoperabilidade absoluta, utilizando padrões como o HL7 FHIR (padrão internacional de sistemas de saúde) e a integração nativa com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) ”, detalha Jailton.
Atualmente, o Centro Aura é formado por 25 membros, pertencentes ao IFS, à UFS e ao IFRN. Com a habilitação no edital, a iniciativa passa oficialmente a integrar o Laboratório Inova SUS Digital, fortalecendo a participação das instituições no desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à modernização e qualificação do SUS.
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