Foi realizada no dia 9 de abril, na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), a oficina de planejamento para a construção da turma de 2026 do curso Qualificação em Participação Social e Gestão em Saúde. Este ano, a iniciativa é voltada à formação de lideranças de movimentos de mulheres em situação de rua.
O curso, fundado em 2010 em parceria com movimentos sociais, é coordenado pelas pesquisadoras Valéria Castro, do Departamento de Estudos em Violência e Saúde (Claves/ENSP), e Letícia Batista, do Laboratório de Educação Profissional em Gestão em Saúde (Labgestão/EPSJV). Com o objetivo de articular conselheiros de saúde e representantes da sociedade civil ao movimento nacional de pessoas em situação de rua, a iniciativa se insere em um debate – já consolidado em diferentes espaços – sobre o cuidado e os direitos dessas populações, especialmente das mulheres.
Durante a oficina, realizada em modelo híbrido, foi debatida a formação de lideranças de mulheres em situação de rua, com foco na ampliação da participação delas no controle social da saúde e na formulação de políticas voltadas ao fortalecimento dos serviços públicos para populações vulnerabilizadas. O enfoque de gênero se justifica pela necessidade de enfrentamento à violência contra a mulher, que se manifesta de forma intensa nessa população.
Participação institucional e do movimento social marca a oficina
A oficina reuniu, além das coordenadoras do curso, docentes e pesquisadoras da Fiocruz, representantes de coletivos e organizações de defesa dos direitos da população em situação de rua, integrantes do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua), vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), e mulheres de diferentes estados do Movimento Nacional de Pessoas em Situação de Rua (MNPSR) e do Movimento Nacional de Luta e Defesa da População em Situação de Rua (MNLDPSR).
A abertura contou com falas institucionais do vice-diretor de Ensino da ENSP, Gideon Borges, também coordenador do Mestrado Profissional em Participação e Controle Social em Saúde; da vice-diretora de Ensino e Informação da EPSJV, Márcia Valéria Morosini; da coordenadora do Claves/ENSP, Joviana Avanci; e do coordenador do Labgestão, Antônio Ribeiro. Em suas intervenções, destacaram a relevância da iniciativa e o fortalecimento de processos formativos voltados às lideranças de mulheres em situação de rua.
A expectativa é que a experiência das instituições envolvidas na formação em saúde, aliada à força do movimento de mulheres PopRua, contribua para ampliar o acesso dessas mulheres aos cuidados no SUS e a outras políticas intersetoriais. A oficina evidenciou a força do movimento e das organizações presentes, bem como a importância de garantir recursos e estruturar um cronograma de ações que consolide a parceria institucional para a realização do curso.
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