Organizações da sociedade civil, fóruns e redes de enfrentamento à tuberculose no Brasil divulgaram nesta terça-feira (15) uma carta pública direcionada ao Ministério da Saúde manifestando preocupação com a ausência de ações robustas de comunicação e mobilização social sobre a doença no país.
O documento destaca que, apesar de a tuberculose permanecer como um grave problema de saúde pública, faltam campanhas nacionais de grande alcance, especialmente em meios como rádio e televisão aberta. As entidades também apontam atrasos recorrentes na divulgação de boletins epidemiológicos e pouca realização de coletivas de imprensa, o que compromete a transparência e o engajamento da população.
Segundo os dados mais recentes citados na carta, o Brasil registrou 84.368 casos de tuberculose em 2025, com incidência de 39,5 casos por 100 mil habitantes — o equivalente a 9,63 pessoas infectadas por hora. Em 2024, foram 6.376 mortes, uma média de quase uma morte por hora, apesar de a doença ser prevenível e tratável.
O perfil epidemiológico reforça desigualdades sociais: a maioria dos casos ocorre entre homens (68,4%), jovens de 20 a 34 anos (32,2%), pessoas pretas e pardas (65,7%) e indivíduos com baixa escolaridade (35,6%). A incidência também é historicamente mais elevada entre pessoas privadas de liberdade.
Para as organizações, a falta de visibilidade da doença contribui diretamente para sua persistência. “Sem informação clara, acessível e contínua, não há mobilização social, redução do estigma nem adesão efetiva ao tratamento”, afirmam no documento.
As entidades reivindicam aa retomada e ampliação de campanhas nacionais de comunicação sobre tuberculose, divulgação regular e antecipada de boletins epidemiológicos, realização periódica de coletivas de imprensa sobre o tema e fortalecimento do diálogo com a sociedade civil na construção das estratégias de comunicação e mobilização.
A carta também reforça que o enfrentamento da tuberculose deve considerar seus determinantes sociais, articulando políticas de saúde com ações de proteção social e direitos humanos.
Assinam o documento organizações como a Articulação Social Brasileira para o Enfrentamento da Tuberculose (Art-TB/Brasil), Rede de Juventudes Afetadas pela TB, Fórum de Tuberculose do Rio de Janeiro, Observatório da Tuberculose Brasil, entre outras redes nacionais.
Leia o documento na íntegra
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