SES-RJ/Divulgação
Os profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Rio de Janeiro da capital passaram por um treinamento de biossegurança para o transporte de pacientes com suspeita de ebola. Os agentes seguem protocolos definidos pelo Ministério da Saúde.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), a medida tem como objetivo garantir o atendimento adequado em casos suspeitos da doença, protegendo os pacientes, profissionais de saúde e a população.
A capacitação abordou o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, protetores faciais, luvas, aventais impermeáveis e macacões de proteção, além dos procedimentos para preparação das ambulâncias. O treinamento foi conduzido por profissionais do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
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Como parte do plano, duas ambulâncias foram posicionadas em locais estratégicos da cidade: uma na região central e outra na Zona Oeste. Os veículos foram adaptados exclusivamente para esse tipo de transporte, seguindo recomendações técnicas e protocolos internacionais.
A estratégia também prevê integração entre a Central de Regulação, o Transporte Inter-hospitalar e a Comissão de Controle Pré-Hospitalar do Samu para agilizar o atendimento em casos suspeitos.
O Ministério da Saúde afirma que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo, mas orienta estados e unidades de referência a manterem estruturas preparadas para responder a eventuais ocorrências.
Caso suspeito foi descartado
A capacitação abordou o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, protetores faciais e luvas.
SES-RJ/Divulgação
Na semana passada, a secretaria foi acionada para atender o caso de um paciente vindo de Uganda com suspeita da doença. Exames fizeram com que o caso fosse descartado.
Após seguir o protocolo do Ministério da Saúde, o homem foi transportado por uma ambulância especialmente preparada para a Fiocruz, unidade de referência no estado para diagnóstico e tratamento de casos suspeitos.
Segundo a secretaria, o paciente foi diagnosticado com malária, deixou o protocolo de isolamento e passou a receber tratamento para a doença.
De acordo com a secretaria, os casos suspeitos de ebola são monitorados pelo Centro de Inteligência em Saúde (CIS). Em 2025, o painel de monitoramento registrou seis ocorrências relacionadas à doença no mundo. Em 2026, foram registradas 11 notificações.
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