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O Ministério da Saúde anunciou, nessa quinta-feira (21), a incorporação de um teste de rastreamento do câncer colorretal ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com o teste imunoquímico fetal (FIT), será possível rastrear e identificar, de forma precoce, casos suspeitos de câncer em pessoas assintomáticas.
O protocolo, inédito no Brasil, passa a ser a referência para rastreamento desse tipo de câncer a partir do segundo semestre.
A incorporação do teste no SUS foi anunciada durante a agenda do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Lyon, na França. Padilha também firmou um memorando de cuidado oncológico entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
O câncer de intestino é o segundo mais comum no Brasil, desconsiderando os cânceres de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para o triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos por ano.
O caso da cantora Preta Gil, que faleceu após um longo tratamento para câncer colorretal, chamou atenção para a doença.
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O que é o teste imunoquímico fetal (FIT)?
O “fetal”, no nome do teste, não se refere a um feto, mas às fezes que são utilizadas para fazer o exame. O teste imunoquímico fetal é parecido com um teste de gravidez, porque é baseado em uma fita, capaz de detectar quantidades pequenas de sangue nas fezes, invisíveis ao olho nu. O termo “imunoquímico” é usado porque o teste detecta a hemoglobina, uma proteína localizada nas hemácias do sangue.
O sangue nas fezes pode indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Um teste positivo, no entanto, não é sinônimo de câncer, mas indica a necessidade de investigar e fazer mais exames. Outros problemas de saúde também podem levar ao sangramento anormal nas fezes.
O exame serve para rastreamento, ou seja, casos positivos serão encaminhados para atendimento médico e farão outros exames, como a colonoscopia, que pode confirmar ou descartar o diagnóstico de maneira precoce.
O teste tem precisão de até 92% e é menos custoso do que uma colonoscopia, por exemplo. O FIT também não exige preparo intestinal prévio e pode ser feito em casa. O novo teste também pode ajudar a reduzir o número de colonoscopias desnecessárias.
Quem deve fazer o teste?
O rastreamento por meio do FIT será destinado para pessoas entre 50 e 75 anos assintomáticas. Quem apresenta sintomas de câncer colorretal – como sangue visível nas fezes, diarreia ou prisão de ventre, anemia, perda de peso e dores abdominais –, deve procurar um médico e fazer outros tipos de exame, como a colonoscopia.
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